4 de Abril, 2025

Ataques suicidas em série atingem a Nigéria: Dois cristãos foram mortos em um dos atentados

Ataques de homens bombas são comuns na Nigéria e têm se tornado frequente. Na foto, uma ataque em Kano, na Nigéria que deixou mais de 30 mortos em 2021 | Crédito: Portas Abertas

*Conteúdo sensível: violência extrema 

 

No último sábado, 29 de junho, uma série de bombardeios suicidas atingiu Gwoza, no Nordeste da Nigéria. Ao menos 32 pessoas foram mortas e o número de vítimas continua crescendo. O ataque não teve motivações religiosas e os cristãos não foram os primeiros alvos dos radicais nesse incidente.  

 

De acordo com Amos Amly, um pastor local, homens-bomba invadiram a festa de casamento de uma família muçulmana onde estima-se que sete mil pessoas morreram. Pouco depois, pessoas na rua que observavam os vestígios da explosão foram atacadas por um segundo homem-bomba, causando mais 20 mortes. 

 

Enquanto as famílias enlutadas sepultavam algumas vítimas, um terceiro homem-bomba atacou e causou a morte de outras cinco pessoas, duas delas eram cristãs. Ninguém alegou a responsabilidade pelo ataque, mas presume-se que tenha sido uma ação do ISWAP, uma facção do grupo extremista Boko Haram.  

 

Segundo a agência de notícias BBC, esse é o segundo ataque em quatro meses no estado de Borno, que é o epicentro da Insurgência Islâmica que começou há 15 anos na Nigéria. O ataque aconteceu um dia depois que os militantes mataram 17 pessoas que se recusaram a pagar o “imposto da colheita” – uma forma de extorção ilegal – ao ISWAP quando viajavam do vilarejo de Gurokayeya para outra região em Gwoza.  

 

Os ataques recentes aumentam a preocupação de novos incidentes e do potencial dos extremistas de causar grandes danos à população na Nigéria. Atualmente, a Nigéria é o país com maior índice de violência contra cristãos na Lista Mundial da Perseguição e a população em geral sofre com o avanço de grupos extremistas. A Lista Munidal da Perseguição é um documento produzido pela Portas Abertas e lançado anualmente, que classifica os 50 países onde os cristãos são mais perseguidos. 

 

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Por Regina Andrade - Assessoria de Imprensa Portas Abertas

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